Enorme qualidade ofensiva, grande capacidade de controle de jogo e aposta nas bolas aéreas, mas uma defesa não tão confiável e que teve suas fraquezas expostas. Essas são algumas das características mais marcantes da Bélgica, adversária mais difícil que o Brasil tem pela frente na Copa do Mundo.

Dona da melhor campanha do Mundial, também com o melhor ataque, a seleção belga não perde há 23 jogos. A última derrota foi há quase dois anos, em setembro de 2016, no amistoso contra a Espanha. Desde então, 18 vitórias e cinco empates.

Resultados construídos na base de um esquema bem estruturado e que tem um setor ofensivo extremamente forte, que varia entre os esquemas 3-4-3 e 3-6-1 quando o time detém a bola, se aproximando mais do 5-4-1 nos momentos em que é atacado.

Do meio para a frente, os Diabos Vermelhos contam com a saída de bola de De Bruyne, a verticalidade de Hazard, o ótimo momento de Mertens e a enorme capacidade de finalização de Lukaku. Todos atuantes nos principais clubes do mundo e acostumados a grandes jogos.

A bola aérea é outra virtude dos belgas, a seleção que mais tem cruzamentos certos na Copa, com 40% de taxa de acerto. Mas a grande vocação ofensiva expõe justamente o ponto fraco da equipe: o sistema defensivo.

Embora conte com jogadores de extrema qualidade, como Kompany, Alderweireld e Vertonghen, além do ótimo goleiro Courtois, o problema é a transição defensiva. Quando perde a bola e é atacada, a Bélgica demora muito a se recompor e o faz sem muita eficácia, gerando muitos espaços. Foi assim que o Japão quase venceu, e por isso o treinador Roberto Martinez pode pensar em alguma alteração surpresa para deixar a equipe mais protegida.

É bem verdade que a tal “ótima geração belga” nunca transformou o status em títulos, mas já se mostrou capaz de aprender com as derrotas e mostrar superação para se sobrepor a novos percalços.

Foi assim na vitória por 3 a 2 sobre o Japão, em que mostrou maturidade para reagir e vencer. Resta saber se a competitividade será vista neste que é o maior desafio desta geração.

Fonte: O Povo Online.

Compartilhe esta publicação