A Câmara dos Estados Unidos aprovou, na noite de quarta-feira (18) o pedido de impeachment contra o presidente Donald Trump. Agora, o afastamento do presidente será decidido pelo Senado, para onde o processo segue e local em que tem maioria republicana, teoricamente a seu favor.

O pedido de impeachment contra Trump, refere-se a abuso de poder e obstrução do Congresso. O presidente norte-americano pediu investigação contra Hunter Biden ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Eram necessários 216 votos para a aprovação do impeachment. Ao final da sessão, foram contabilizados 230 favoráveis ao impeachment, e 197 contrários.

Ainda não há data para a realização da votação no Senado. No entanto, tendência é que aconteça no mês de janeiro. Trump é o terceiro presidente dos Estados Unidos a sofrer impeachment na história. Bill Clinton e Andrew Johnson foram absolvidos pelo Senado, e mantiveram seus cargos. Os dois também permaneceram como presidentes até a votação no Senado.

O Senado tem 100 congressistas, dos quais 53 são republicanos, 45, democratas e dois, independentes. Para que Trump perca o mandato, é preciso que um terço dos senadores – 67 – vote a favor do impeachment.

O relatório final sobre o impeachment de Trump diz que o presidente “traiu o cargo” ao pressionar a Ucrânia para investigar adversários políticos em benefício próprio e que os supostos crimes praticados pelo presidente “colocam o país em risco”. No discurso que abriu a votação, o presidente da Comissão de Inteligência da Câmara, Adam Schiff, disse que Trump “sacrificou a segurança nacional em um esforço para trapacear nas próximas eleições”, o que justificaria a impugnação.

Segundo a deputada democrata Carolyn Maloney, de Nova York, as acusações contra Trump “são piores do que aquelas contra Nixon”, presidente que chegou a ser acusado, mas renunciou antes que o processo fosse votado pela Câmara, em 1974. O deputado republicano Barry Loudermilk, da Georgia, chocou diversos colegas ao comparar o inquérito do impeachment ao julgamento de Jesus, dizendo que Cristo teve mais direitos antes de sua crucificação do que Trump.

Com Informações do Correio do Povo.

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