A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD), teve uma semana agitada com a abertura de vários procedimentos para apurar desvios de condutas de policiais militares e de, pelo menos, um agente do Sistema Penal. As sindicâncias são frutos de investigações ou situações de flagrante delito.

A primeira investigação da CGD na semana foi instaurada para apurar a conduta de policiais militares que foram filmados agredindo um casal no bairro Aerolândia. O caso ocorreu na noite do último domingo (3), quando ocorria uma festa de Pré-Carnaval naquela comunidade. De acordo com as filmagens, policiais militares colocaram um casal na posição de joelhos e passaram a chutar e chicotear a mulher. Já o homem foi agredido com pontapés e ambos foram humilhados também com palavras.

O comando-Geral da PM informou ter afastado das ruas os policiais e instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM). Já a direção da CGD determinou a abertura de uma sindicância que pode gerar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Mais casos

Também foram afastados do serviço de rua policiais do Comando Tático Motorizado, do Batalhão de Polícia de Choque (Cotam), que se envolveram em uma ação desastrosa na noite da última quarta-feira (6), quando um deles atirou contra um homem que havia entrado em vias de fato com a ex-namorada. O caso ocorreu no bairro Parquelândia.

No momento em que a mulher era agredida pelo ex-companheiro na rua, a patrulha apareceu. UM dos militares confundiu a situação. Acreditando que a mulher estava sendo assaltada, ele atirou contra o suposto assaltante. O ex-namorado, identificado como Francisco Daniel Costa, 47 anos, foi atingido com um tiro na cabeça disparado pelo militar e caiu morto na calçada. Os PMs se apresentaram no plantão do 7º DP (Pirambu) e, logo depois, foram ouvidos também na Delegacia de Assuntos Gerais (DAÍ), da CGD.

E nesta quinta-feira (7), um agente penitenciário foi preso durante uma operação realizada pela Polícia Civil na cidade de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), suspeito de participação em um esquema de tráfico de drogas e de venda de celulares para presidiários. O caso também vai ser investigado pela Controladoria. O agente permanece detido.

Os nomes dos policiais e do agente estão preservados pois as investigações ainda estão em andamento, onde todos exercerão o direito da ampla defesa e do contraditório, como determina a Lei Penal.

Por: Fernando Ribeiro.

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