O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Quixeramobim condenou, na madrugada desta sexta-feira (05), em sessão que durou 15h, a ré Márcia Correia Couto por homicídio qualificado. Ela foi acusada de ser a autora intelectual da execução do marido, assassinado com seis tiros, em outubro de 2015. A juíza Kathleen Nicola Kilian, que presidiu a sessão, fixou a pena em 20 anos de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. Reconheceu a aplicação do instituto da detração, para que seja subtraído o período de 4 anos e 9 meses, pelo qual a ré já esteve presa, restando assim 15 anos e três meses a serem cumpridos.

De acordo com a sentença, a juíza manteve a prisão da empresária. “Determino a manutenção da prisão preventiva da ré, considerando a gravidade dos fatos, a necessidade de manutenção da ordem pública, o perigo na sua soltura para a comunidade e também para as testemunhas deste processo”.

Durante a sessão de julgamento, os jurados reconheceram o motivo torpe do crime, uma vez que a ré foi motivada por razões financeiras, pois não queria dividir os bens com o marido, após separação. Também teve a qualificadora da surpresa. A vítima ficou com as mãos amarradas para trás com um lacre e sofreu seis disparos de arma de fogo contra a cabeça.

Relembre o caso

Investigações realizadas pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio de policiais da Delegacia Municipal de Quixeramobim, resultaram na prisão de uma mulher suspeita de ser a mandante do homicídio do ex-marido. As apurações sobre o caso foram iniciadas logo após o crime, em outubro de 2015.

Márcia Maria Correia Couto (35) e André Luis Batista de Araújo (27) eram casados e trabalhavam juntos no ramo comercial da venda de frutas. Contudo, os dois resolveram se separar e protagonizaram constantes brigas por conta dos negócios e bens materiais. A situação virou caso de Polícia e ambos registraram vários Boletins de Ocorrência (BOs), um contra o outro, na Delegacia Municipal da cidade. Então, por meio de mediação na unidade policial, ficou acertada a partilha dos bens. Contudo, André mudou de idéia e resolveu permanecer no ponto comercial cedido à ex-esposa. A permanência dos dois no local teria gerado mais conflitos.

No dia 23 de outubro de 2015, André foi morto em sua residência, na Travessa João Capistrano, bairro Edmilson Correia. Ele foi amarrado e atingido por vários tiros na cabeça. Durante as investigações sobre o caso, a Polícia chegou à Márcia como sendo a mandante do crime. Um de seus funcionários que não possuía antecedentes criminais, também foi preso por envolvimento no delito.

O homem e a mulher foram capturados em cumprimento a um mandado de prisão preventiva por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima, com base no Artigo 121 do Código Penal. Márcia foi presa em seu estabelecimento comercial, na Rua 25 de Março, Bairro Monteiro de Moraes.

Durante os trabalhos de investigação, a Polícia descobriu que os autores do crime chegaram à casa de André em um carro Logan de cor preta.

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