A vida de Erisllândya Lima mudou aos 14 anos. Diagnosticada com osteossarcoma, um tipo de câncer. Ela precisou realizar quimioterapia e passou por uma amputação na perna direita. Com internações que chegavam a três semanas para realizar o tratamento, sua mãe precisou parar de trabalhar para acompanhar a filha na rotina hospitalar.

Atendida pela Associação Peter Pan, na Capital, a cearense de Quixeramobim lembra com especial carinho dos profissionais de saúde responsáveis pelo seu tratamento, em especial dos enfermeiros. “Cilene chegava dando bom dia pra gente, fazendo a gente ter ânimo pra tomar banho, sempre muito alegre”, diz ela, citando uma das responsáveis pelos cuidados aos pacientes. “Eu acredito que nem sempre eles estavam em seus dias bons, mas eles sempre nos tratavam com muito amor”, recorda.

A experiência fez com que Erisllândya decidisse fazer graduação em Enfermagem na cidade de Quixadá, a cerca de 40 quilômetros de onde mora. “A enfermagem estava comigo todos os dias o tempo todo, isso me inspirou muito”, pontua, para explicar a escolha de faculdade.

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Mas a decisão não veio sem desafios. Ela relembra que ter o direito a acessibilidade respeitado, em especial no transporte casa-faculdade, foi uma dificuldade constante, e fala que chegou a considerar a desistência do curso. Na universidade que estuda, no entanto, não houve problemas nem de adaptação do ambiente, tampouco na relação com colegas e professores. Atualmente, devido à quarentena, o curso está realizando aulas a distância.

Nas etapas finais do curso, no entanto, há mais um obstáculo no caminho da estudante. Para poder se graduar é necessária a realização de estágios, e a movimentação de Erisllândya pode ser uma dificuldade para esta questão. Devido à amputação, ela usa muletas há dez anos, mas as atividades práticas e a própria atuação profissional demandam outro tipo de equipamento para mobilidade.

A solução para o caso dela é uma prótese eletrônica, que permite tanto locomoção com conforto durante todo o dia quanto algumas especificidades para o caso da estudante, como o uso de travas para o tempo prolongado em pé. Em situações profissionais da enfermagem, como o auxílio em cirurgias de longa duração, este cenário é muito comum.

O valor necessário para o equipamento, no entanto, é elevado. Além da própria prótese, há também o auxílio profissional na reabilitação de Erisllândya, para se acostumar com o uso, e a manutenção do dispositivo. A alta durabilidade do equipamento, estimada em vários anos, também aumenta o preço.

Para conseguir o valor necessário à prótese e ao acompanhamento, Erisllândya decidiu realizar uma campanha de arrecadação online. Com cerca de 50 apoiadores em dois dias, a ação já recebeu aproximadamente R$ 2.500, mas são necessários R$ 89 mil para a prótese.

Para a estudante, esta quantia significa poder salvar vidas, alegrar o acompanhamento de pacientes e lhes dar esperanças de dias melhores, assim como outros enfermeiros já fizeram com ela própria. Apesar de a campanha virtual ser no momento a única forma de arrecadação, Erisllândya tem buscado patrocínios para realizar rifas e também disponibilizou uma conta bancária para receber doações.

Atualmente quem deseja auxiliar no tratamento de Erisllândya pode realizar contribuições através do site Vakinha, que aceita doações de qualquer valor. É possível pagar com boleto, cartão de crédito, PayPal e PicPay. É possível também depositar diretamente na conta da estudante:

Banco do Brasil
Agência: 0536-3
Conta: 46916-5
Erisllândya da Silva Lima

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