O general da reserva Guilherme Theophilo completou os primeiros 45 dias à frente da Secretaria Nacional da Segurança Pública (Senasp) do Governo de Jair Bolsonaro. Ontem, Theophilo participou de um workshop, no auditório da Fecomércio, em Fortaleza, com a temática “Segurança: Sociedade Ativa, Fraternidade e Políticas Públicas”. Nos bastidores do evento, o secretário confirmou a saída da Força Nacional do Ceará nos próximos dias, após a série de ondas de ataques ocorrida no último mês de janeiro.

Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, o general destacou que vai endurecer o combate ao crime organizado, aplicando ‘rodízio’ de presídios para líderes de facções criminosas, investindo em tecnologia nas investigações e ampliando a fiscalização do litoral, inclusive pensando em Polícias Marítimas e de Fronteira. Destacou ainda sua preocupação com a quantidade de drogas que entra no Ceará, principalmente por meio de movimentadas praias do litoral do Estado.

A Força Nacional vai continuar no Ceará?

Nós fizemos um contrato que era de 30 dias. Houve um pedido de prorrogação por mais 30, então fizemos uma desmobilização progressiva para que, no dia 3 de março, a gente retire o último homem daqui. Os índices foram reduzidos drasticamente em janeiro; praticamente não tivemos nenhum homicídio, e isso é uma coisa inédita no Ceará. Isso não é fruto só da Força, mas de um trabalho integrado de todos os órgãos de Segurança Pública. Estamos com várias demandas de outros estados, como o Pará, que está pedindo 500 homens.

Fonte: Diário do Nordeste.

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