Rafael da Silva Celestino foi preso em flagrante e alegou ter ciúmes da vítima Alan Rosário Nogueira, diante do fato o mesmo foi preso em flagrante.

Ciúme, essa foi a motivação alegada pelo comerciante Rafael da Silva Celestino, 23 anos, para mandar matar o servidor público Alan Rosário Nogueira, 36 anos, dentro da Escola de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) José Tristão Filho.

O crime aconteceu no início da manhã de ontem, no município de Guaiúba, a 38 km de Fortaleza.
Rafael é ex-companheiro de uma colega de trabalho de Alan. Ele foi preso em flagrante após a Polícia ouvir o depoimento da mulher.

Ela já havia registrado dois Boletins de Ocorrência (B.Os) contra Rafael, que havia ameaçado a mesma de morte. “Ele dizia a ela que suspeitava que ela estava envolvida com uma pessoa e dizia ‘eu vou lhe matar e vou matar ele’. Ela contou que ele tinha um ciúme doentio”, afirmou o delegado Francisco Porto.

Alan levou três tiros. A história contada pelo mandante confesso é confusa e só deverá ser esclarecida por completo durante a apuração do inquérito policial, que tem duração de dez dias.

Conforme O POVO apurou, Rafael disse que não estava em Guaiúba no momento do crime. Entretanto, informações que chegaram à Polícia deram conta de que ele tinha sido visto armado, ainda durante a manhã, na escola.

O acusado contou que conheceu dois homens em uma das vezes que espionava a rotina da ex-companheira nos arredores da escola. De acordo com a versão dele, coincidentemente, ele teria sido abordado pelos dois homens, que afirmaram ter como alvo Alan — o mesmo homem de quem tinha ciúme.

Conforme depoimento prestado à Polícia, Rafael disse que pagaria R$ 1.500 à dupla para que executassem a vítima. “Não existe bandido, criminoso, matador, que vá matar alguém sem receber nada antes”, ponderou o delegado.
Um dos homens apontados por Rafael como executor, de acordo com o delegado, havia cometido outro assassinato no dia anterior na Cidade e faz parte de uma facção criminosa. “Ele já disse que mandou matar, o porquê mandou, e indicou duas pessoas. Nesses dez dias vamos descobrir se ele mandou e os outros dois executaram ou se ele participou da execução”, afirmou Francisco Porto.

O pai de Alan, o agricultor Raimundo Nonato Nogueira, 56 anos, disse que o filho era casado e tinha um filho de cinco anos. “Domingo passamos a tarde juntos lá no terreno, no sítio que temos. Eu, o menino e ele. Ele gostava”, lembrou. A informação inicial que chegou ao pai era de que Alan teria sido vítima de uma tentativa de assalto.

À Polícia, a primeira versão apurada também não falava em crime por causa de ciúme, mas de autoria de um aluno contra um professor.
“Meu filho era amigo de todo mundo. Um negócio desses, exatamente por causa da amizade, de querer ajudar os outros…”, desabafou o agricultor.

Fonte: O POVO

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