A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) desmontou um esquema milionário de uma organização criminosa que detinha um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo jogos de azar no Ceará. Após dois anos e meio de investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), foram cumpridos mandados de busca e apreensão e sequestro de bens móveis e imóveis, bem como foi cumprido um mandado de prisão contra o homem apontado como suposto responsável por todo o esquema criminoso. De acordo com as investigações, uma das casas de jogos de azar arrecadou mais de 300 mil reais em apenas um mês de atividade. Os detalhes da investigação foram apresentados, nesta quinta-feira (23), em coletiva de imprensa, no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), em Fortaleza.

As investigações apontam que a estrutura criminosa que teria à frente Cícero Auricélio Leite das Neves (45) envolvia crimes de sonegação fiscal, estelionato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração de jogos a partir da movimentação que o investigado tinha com casas de jogos de azar e pontos de jogo do bicho no Estado. O cearense, natural de Aurora, na Área Integrada de Segurança 19 (AIS 19), já acumulava duas passagens pela Polícia por explorar jogo de azar (2012 e 2017), uma contravenção penal com pena de prisão simples, de três meses a um ano, e multa. O homem foi o ponto de partida para que os investigadores iniciassem os levantamentos que levaram à quebra das atividades da organização criminosa. Denúncias anônimas enviadas para o número de WhatsApp da Draco também serviram de fonte para que as investigações avançassem.

Em julho de 2017, policiais da Draco cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços levantados pelo setor de inteligência da especializada. No imóvel localizado na Rua Monsenhor Bruno, no bairro Aldeota (AIS 1), foram apreendidas 114 máquinas de caça-níquel. Nas análises feitas no material apreendido no local, os policiais verificaram uma movimentação de mais de 300 mil reais em apenas um mês de funcionamento da casa de jogo ilegal. Uma semana depois, foi a vez dos policiais visitarem duas salas comerciais no Centro de Fortaleza. Lá funcionava um escritório que gerenciava um esquema do jogo do bicho em diversos pontos no Estado e onde era feita a contabilidade da casa de jogos de azar da Aldeota. Estima-se que o grupo movimentasse milhões em negociações por ano.

 

Com o desenrolar das investigações, a Polícia Civil foi montando as peças do quebra-cabeças da organização criminosa. Numa pirâmide hierárquica, o grupo se dividia na casa de jogos em chefes, administradora financeira, gerentes comercial e logístico, responsável pela manutenção das máquinas de caça-níquel e demais funcionários, como atendentes, seguranças e cozinheiras. Já no esquema de jogo do bicho, a estrutura era composta de chefes, gerente, funcionário do escritório que servia de “laranja” para alocar o escritório, cobradores que recolhiam dinheiros das bancas de cambistas e os cambistas. Todos são investigados pela especializada da Polícia Civil do Ceará.

Conforme as evidências levantadas pela Draco durante as apurações, as máquinas caça-níquel eram programadas para ludibriar os apostadores e gerar lucro para o grupo criminoso. O dinheiro arrecadado, como indicam os levantamentos da Draco, seriam convertidos na compra de imóveis, que eram registrados em nome de terceiros.

Prisão

Na última segunda-feira (20), uma equipe da Draco se deslocou para Juazeiro do Norte (AIS 19) e realizou diligências para localizar Cícero Auricélio Leite das Neves (45). No dia seguinte (21), de posse da localização do homem, foi dado cumprimento ao mandado de prisão preventiva. Na mesma ação, os policiais sequestraram os imóveis alvos da investigação, cujos valores são estimados em R$ 5 milhões. Além disso, dois veículos que estavam na posse do suspeito também foram apreendidos: um Toyota Hilux e um Fiat Siena.

A prisão de Cícero foi fruto de um aprofundamento das investigações. Por meio de uma denúncia anônima feita à Draco, os policiais civis descobriram que o investigado tinha fraudado um certificado de conclusão de ensino médio para cursar Direito em uma faculdade particular, em Juazeiro do Norte. De acordo com o titular da Draco, Harley Filho, o homem estaria se antecipando a uma futura prisão. “Ele acreditava que caso fosse preso, ele teria a prerrogativa de advogado para ficar numa sala de Estado Maior“. A falsificação foi constatada pelos policiais. Cícero foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro, estelionato, sonegação fiscal, contravenção penal pela exploração do jogo do bicho e uso de documento falso.

Com Informações da SSPDS.

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